quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Sexo: saiba quem são as europeias mais activas


As italianas são as mulheres europeias mais activas sexualmente, revela um estudo coordenado pela Sociedade Europeia de Contracepção, divulgado pela agência Ansa.
Segundo o estudo 59 por cento das italianas têm mais de uma relação sexual por semana, a média mais alta da Europa. Depois vêm as checas (com 57 por cento registando uma ou mais relações sexuais por semana), seguem-se as russas com 56 por cento, as francesas com 55 por cento e as espanholas com 54 por cento. As austríacas ficaram em último, com uma média de 38 por cento.
Mas a pesquisa revela que, apesar da intensa actividade sexual, as italianas prestam pouca atenção aos métodos contraceptivos. A pílula é o método mais utilizado, mas as italianas são as europeias que menos a utilizam. 29 por cento opta por este método contraceptivo, sendo que a média na União Europeia é de 34%. O estudo foi apresentado em Berlim, na sede da farmacêutica Bayer Shering, que lançou uma nova pílula anticoncepcional com menor quantidade de estrogénio e com benefícios para as mulheres graças a uma nova hormona.
Entre as italianas, «surgem agora dúvidas sobre os métodos de contracepção além do tradicional coito interrompido e o preservativo, porque as mulheres têm muitas dúvidas sobre os efeitos das hormonas e são muito exigentes ao escolher um tipo de contracepção por via oral», disse a responsável pelo departamento de endocrinologia ginecológica e controle da fertilidade do hospital da Universidade de Pisa, Franca Fruzzetti.
Um dado alarmante é que a nível europeu uma grande quantidade de mulheres não usa qualquer método contraceptivo para evitar a gravidez indesejada. 30 por cento não usam preservativo em relações sexuais e só 20 por cento consultaram um ginecologista sobre prevenção e contracepção desde o início da actividade sexual.
E se, em média, as europeias têm o primeiro contacto com contraceptivos aos 18 anos (16 anos na Alemanha e países escandinavos), em Itália e Espanha, isso acontece apenas aos 20 anos.
O estudo diz ainda que os homens são geralmente responsáveis pela escolha do método contraceptivo das parceiras. Em média, 75 por cento têm um papel decisivo na escolha, sendo 89 por cento na Áustria e 67 por cento em França.
O estudo sobre o comportamento sexual das mulheres europeias foi realizado pela empresa «Yasminelle», que entrevistou 11,5 mil mulheres entre 15 e 49 anos de 14 países.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Afinal...quando começa a vida humana?



A conferência sobre «Quando começa a vida» terminou este sábado, em Lisboa, sem consenso quanto à resposta à pergunta e com o bastonár io da Ordem dos Médicos a garantir ser dever destes profissionais «proteger a vida», noticia a agência Lusa.
«Os médicos continuam a defender a vida desde o seu início», afirmou o Bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Pedro Nunes, no encerramento do encontro de dois dias, afirmando que essa definição de início da vida depende da «convicção individual» de cada médico.
Desde sexta-feira, os médicos foram convidados pela Ordem a responder «à pergunta difícil» que é saber quando começa a vida, uma discussão que o bastonário definiu como «uma grande lição de ética».
As posições dividiram-se no painel da tarde, como já acontecera na sexta-feira.
No debate, o médico Gentil Martins defendeu que há vida desde o momento da concepção, da «fusão de cromossomas do óvulo da mãe com o espermatozóide do pai».
Outros médicos, como Ana Aroso, confessaram as suas dúvidas sobre o momento em que é possível determinar o início de uma vida humana.
Houve até um psicólogo, Francisco Vilhena, a dizer que «a vida começa com o desejo de ser pai e ser mãe» e a concluir que «a vida está nos nossos corações».
Apesar de não se tratar de conclusões formais - a Ordem dos Médicos não tomou qualquer posição quer sobre o tema da conferência quer sobre o referendo de 11 de Fevereiro - dois médicos foram convidados a dar a sua «leitura» sobre os dois dias de trabalhos.
António Sarmento, médico do Hospital de São João e presidente da Associação dos Médicos Católicos, sublinhou a posição «mais ou menos consensual» de que «a vida é um continuo» e alertou para os riscos para a saúde psíquica da mulher que pratica o aborto.
Para Rosalvo Almeida, médico neurofisiologista do Porto, haverá sempre «gravidezes indesejadas e indesejáveis», que podem ser «evitadas» numa altura em que «um pequeno grupo de células vivas ainda não é um verdadeiro ser vivo».




quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

«Como foste capaz de me matar?»

A campanha pela liberalização do Aborto anda nas ruas. Uns agitam bandeiras a favor do «sim». Outros defendem argumentos pelo «não». Cada um tem o direito de defender a sua posição. Mas penso que há limites. Usar crianças como transportadores de informação pelo «não» é na minha modesta opinião vergonhoso.

Assim vai a campanha...

Travões precisam-se...

Aqui deixo a notícia.




Foram as crianças que levaram os folhetos aos pais. Na passada sexta-feira, os meninos do Jardim de infância Aquário, em Setúbal, chegaram a casa com uma «Carta à minha mãe» dentro das mochilas. O destinatário era a mãe e o pai, lá em casa, já que as crianças ainda estão em idade pré-escolar.
O objectivo do folheto é claro: fazer campanha pelo «não» ao referendo do próximo dia 11 de Fevereiro. A carta, onde uma criança, que não chegou a nascer, escreve à mãe acusando-a de o «matar» circula já por vários colégios das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social).
«Mãe, como foste capaz de me matar?» e «Como consentiste que me cortassem aos bocados, me atirassem para um balde? (...) Por acaso pensavas comprar uma máquina de lavar ou um aspirador, com os gastos que talvez eu te iria causar?», são algumas das frases que se podem ler neste texto intitulado «Carta à minha Mãe».
Questionado pelo PortugalDiário, o responsável pelo colégio Aquário, o padre Manuel Vieira do Centro Paroquial Nossa Senhora da Anunciada, afirmou que «as circulares chegaram até à paróquia» e foram «distribuídas pelos colégios e pelas crianças». Para o padre Vieira, não há dúvidas que «a obrigação da Igreja é informar» e é esse o único intuito dos folhetos, garante. Contudo, não foi possível apurar qual a origem dos folhetos. «Chegaram cá e nós fizemos publicidade», explicou.
«Cada um é livre de optar, mas a obrigação da Igreja é informar», reitera o pároco, acrescentando que foi «dentro desse espírito» que enviou as circulares às crianças, que tem sob a sua direcção cerca de 750 crianças, em cinco colégios. Um dos pais que recebeu esta «Carta à minha mãe», indignado com o teor do documento, enviou-a para o blogue Kontratempos. Tiago Barbosa Ribeiro, sociólogo, e o autor deste espaço, deu destaque à missiva e acabou por postá-la no Sim no Referendo, um blogue criado há duas semanas e que irá acabar no dia 11. «O blogue reúne um conjunto improvável de pessoas, da direita à esquerda, que têm um consenso fundamental sobre o referendo».
O sociólogo de 24 anos postou a carta e desde aí recebeu já comentários de outros pais, noutros colégios, que receberam - através dos filhos - uma carta igual. «O blogue é um espaço abrangente e é um contributo importante» para a campanha, garante Tiago Barbosa Ribeiro, que é ainda um dos elementos do movimento «Jovens pelo Sim».
Para Barbosa Ribeiro, a carta «aponta para a falta de decência de algumas acções no não», «de uma campanha suja que está no terreno, longe das câmaras de televisão e dos destaques dos jornais». Contudo, Nuno Godinho de Matos, da Comissão Nacional de Eleições, considera que a atitude não constitui um «ilícito», apesar de ser feita propaganda através de crianças.
O PortugalDiário tentou falar com o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, mas até ao momento tal não foi possível. Contudo, o PD sabe que no caso de IPSS, o papel do Estado termina no financiamento das instituições, não podendo imiscuir-se nas opções da direcção, a não ser que os estatutos prevejam que a instituição é apartidária. Neste caso, é a Igreja Católica quem dirige a instituição. Também as direcções de cada IPSS gozam de autonomia. Questionado o Ministério da Educação, não foi possível obter uma reacção oficial a este caso.




quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Solidão na Terceira Idade



VELHO
(Mafalda Veiga)

Parado e atento à raiva do silêncio
de um relógio partido e gasto pelo tempo
estava um velho sentado no banco de um jardim
a recordar fragmentos do passado

na telefonia tocava uma velha canção
e um jovem cantor falava da solidão
que sabes tu do canto de estar só assim
só e abandonado como o velho do jardim?

o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um velho sentado num jardim

passam os dias e sentes que és um perdedor
já não consegues saber o que tem ou não valor
o teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim
pra dares lugar a outro no teu banco do jardim

o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um resto de tudo o que existiu
quando forem como tu
um velho sentado num jardim

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Infecções hospitalares aumentam em Portugal


As bactérias staphylococcus aureus e escherichia coli, organismos responsáveis por infecções hospitalares e resistentes a antibióticos, aumentaram em Portugal entre 2004 e 2005, de acordo com um relatório a que a agência Lusa teve acesso.
Segundo o relatório anual de 2005 do Sistema Europeu de Vigilância da Resistência Antimicrobiana (EARSS), o organismo multi-resistente que teve maior crescimento em Portugal foi a bactéria escherichia coli, que é uma das bactérias mais frequentes nos hospitais, sendo comum nas infecções urinárias adquiridas no meio hospitalar. Em 2005 foram isolados 1.171 casos em 19 laboratórios, mais 417 isolamentos do que os verificados no ano anterior.
O segundo organismo multi-resistente com maior detecção em Portugal, durante o ano de 2005, foi o staphylococcus aureus. Em 2005 foram isolados em 19 laboratórios 1.153 bactérias staphylococcus aureus, mais 90 casos do que em 2004.
O staphylococcus aureus é uma bactéria que coloniza a pele a cerca de 30 por cento dos humanos, sendo a bactéria mais resistente a antibióticos.
Também em crescimento está o streptococcus pneumoniae, tendo em 2005 sido isolados 202 casos em 13 laboratórios, o que significa um aumento de 36 situações relativamente a 2004. Esta bactéria é responsável por doenças em crianças e jovens, pessoas idosas e outras com problemas de imunodeficiências e ainda pela maior parte das pneumonias no Mundo.
De acordo com as conclusões do relatório do EARSS, rede internacional de sistemas nacionais de vigilância antimicrobiana, na Europa a resistência à penicilina do streptococcus pneumoniae continua a mudar.
Contudo, o relatório, com dados de 30 países europeus, indica que nos países que anteriormente apresentaram maior prevalência desta bactéria, a situação melhorou porque houve uma diminuição da resistência à penicilina.
Quanto ao staphylococcus aureus, o relatório indica que foi registado um aumento significativo na detecção desta bactéria em 12 países, nos últimos sete anos. No entanto, a França e a Eslovénia têm conseguido reduzir a incidência desta bactéria nos últimos anos.
Em Portugal e de acordo com uma proposta do Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Infecções Relacionadas com os Cuidados de Saúde (PNPCIRCS), da Direcção-Geral de Saúde (DGS), oito em cada cem doentes internados nos hospitais portugueses são vítimas de infecção.
De acordo com o último inquérito nacional realizado em 2003 e que envolveu 67 hospitais e 16.373 doentes, «identificou-se a prevalência da IRCS de 8,4 por cento dos doentes e uma prevalência de 22,7 por cento de doentes com infecção adquirida na comunidade».

Suporte Básico de Vida (Parte II)


Nos países ocidentais uma das principais causas de morte é as doenças cardiovasculares. A maioria ocorre fora do ambiente hospitalar.
O objectivo da RCR é recuperar vítimas de paragem cárdio-respiratória para uma vida comparável à que tinham previamente ao acontecimento.
O sucesso das manobras de RCR está condicionado pelo tempo, pelo que quanto mais precocemente se iniciar o SBV maior a probabilidade de sucesso.

O SBV é:
- Um conjunto de procedimentos bem definidos;
- Com metodologias padronizadas;
- Sem recurso a qualquer tipo de equipamentos, para além de um simples dispositivo para avia aérea ou acessório de protecção.

Tem como objectivos:
- Reconhecer as situações de perigo de vida iminente;
- Saber como e quando pedir ajuda;
- Saber iniciar de imediato, sem recurso a qualquer utensílio, manobras que contribuam para a preservação da ventilação e da circulação de modo a manter a vítima viável até que possa ser instituído o tratamento médico adequado;
- Destina-se a ganhar tempo, mantendo parte das funções vitais até à chegada do SAV;
- Em situações em que a falência respiratória foi a causa primária da PCR, o SBV pode reverter a causa e conseguir uma recuperação total.

Posicionamento daa vítima e do reanimador
As manobras do SBV devem ser executadas com a vítima em decúbito dorsal, no chão ou num plano duro. Se a vítima se encontrar numa cama as manobras de SBV, nomeadamente as compressões torácicas, não são eficazes, uma vez que a força exercida é absorvida pelas molas ou espuma do próprio colchão.

O SBV engloba:
Avaliação Inicial;
A – Via Aérea Desobstruída (Airway);
B – Ventilação Artificial (Breathing);
C – Circulação (Circulation).

sábado, 23 de dezembro de 2006

Natal






Uma pausa nos posts com temas de saúde, para desejar a todos os que visitam este site um santo Natal! Que passem o Natal junto daqueles que mais gostam...e aproveito para desejar também um 2007 recheado de coisas boas e que todos os vossos sonhos se realizem. Sejam felizes...Lutem pela vossa felicidade...Lutem pelos vossos sonhos



BOM NATAL!!



Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV, que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Nazaré e entregarem os presentes ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam desmontar as árvores e outras decorações natalinas em até 12 dias após o Natal.


A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalícias, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.

Pai Natal: origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

Até o final do século XIX, o Pai Natal era representado com uma roupa de inverno na cor vermelha. Porém, em 1881, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o bom velhinho com uma roupa, também de inverno, nas cores vermelha e branca (as cores do refrigerante) e com um gorro vermelho com pompom branco. A campanha publicitária fez um grande sucesso e a nova imagem do Pai Natal espalhou-se rapidamente por todo o mundo.