Aplicar o método boca a boca a uma vítima de paragem cárdio-respiratória não ajuda e pode até ser prejudicial. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pelo Hospital Universitário Surugadai Nihon em Tóquio, Japão, publicado na revista britânica The Lancelet, citado pelo El País.
O estudo revela que as possibilidades de sobreviver a uma paragem cardíaca, fora do hospital, são maiores e resultam em menos sequelas, quando a pessoa que realiza os primeiros socorros, apenas administra compressões cardíacas sobre o peito, sem aplicar a r

Metade recuperam sem sequelas
Em 72 por centro dos casos, as pessoas em redor não fizeram nada para além de alertar os serviços de emergência, 18 por cento fizeram boca a boca e 11 por cento massagens cardíacas.
Dos últimos, mais de metade recuperaram sem sequelas, pelo que os investigadores concluem que a percentagem de pacientes que sobrevivem com uma evolução neurológica favorável é de 22 por cento, quando alguém que observa a situação apenas pratica massagens cardíacas.
Os resultados reduzem-se para metade quando para além das compressões cardíacas é realizado o boca a boca. Esta conclusão, irá mudar os actuais protocolos de actuação em todo o mundo.
1 comentário:
É um estudo polémico. Não deixando de ser um estudo claro. De qualquer modo, à primeira vista, deixar uma vítima em paragem tranquilamente deitada no chão enquanto se chama a equipa de reanimação não me parece ser a melhor opção.
Seria importante também avaliar a eficiência destas pessoas em realizar as compressões e as insuflações. De qualquer modo gostei do tópico. Continuação.
Enviar um comentário